Menu horizontal

domingo, 9 de abril de 2017

Festival e feira do rock quebram o silêncio na Fortaleza Alta

AC/DC Cover RS interage com o público durante a última edição do Fortaleza
Rock Festival em 2015 (Reprodução/Facebook)
A cada Páscoa ouvimos mensagens de recomeço. E nada melhor que riffs de guitarra para avisar que o Fortaleza Rock Festival volta ao Clube de Caça e Tiro Fortaleza Alta depois de um ano em silêncio. Neste sábado (15), véspera da celebração da ressurreição de Jesus e dia da comemoração dos 5 anos do evento, sete bandas sobem ao palco, a partir das 18h: Animus Ad Vindictam (AAV) (heavy metal), Hopeless Army (metalcore), Rock Lords (clássicos do hard rock/heavy metal), Perpetual Dreams (heavy metal), Deserta (hard rock/glam metal), Vlad V (hard rock/rock progressivo) e Juggernaut (thrash metal). Ingressos antecipados nos pontos de venda e pela Internet por R$ 35. Na hora, R$ 45. O repórter Kunimund Krönke Junior falou com público, organização e uma banda que completa 10 anos na mesma semana do festival.

Mais do que cantar, pular e bater cabeça, o público espera pelo encontro com a galera. “A expectativa é grande. As bandas são excelentes, espero banguear muito. (risos) E também quero rever os amigos, além de fazer novas amizades”, conta Vanessa Boettcher, que vai ao festival pela primeira vez. A costureira de 23 anos mora em Brusque é uma das pessoas que vêm de outras cidades da região.

Já Matheus Pereira esteve nas três últimas edições e sentiu tanta falta que perguntou várias vezes para os organizadores pelo Facebook quando aconteceria o próximo Fortaleza Rock Festival. “Eles falaram que talvez no final do ano [2016] ia ter. Não rolou, mas esse ano vai vir com tudo”, disse o blumenauense de 22 anos. Para técnica de enfermagem Fernanda Dalsasso, “Blumenau carece de eventos assim”.

O Fortaleza Rock Festival não aconteceu em 2016 por falta de tempo. Os organizadores José Fernando Junior e Isabel Cristina Müller precisaram se dedicar ao seu serviço de tele-entrega de lanches. “Ano passado foi o ano que a gente se deu para essa prioridade. Acabamos fazendo a feijoada, mas o festival não”, disse José Fernando, conhecido como Zé.

“Construindo” o Fortaleza

A primeira edição aconteceu em setembro de 2012, mas o planejamento começou antes. Zé ainda era baixista da Rock Lords. Como outras bandas que tocam repertório de rock clássico (Led Zeppelin, Deep Purple, etc) e heavy metal (Black Sabbath, Iron Maiden, entre outros), eles não encontravam espaço para esse estilo, que mesmo não tendo tanto apelo comercial, tinha uma demanda de público. Foram dois anos analisando locais, bandas e conversando com donos de bares e organizadores de eventos da região até começar a tirar as ideias do papel em maio de 2012.

“O primeiro evento foi bem melhor do que a gente esperava”, comenta Zé. Segundo ele, todo o trabalho de organização do Fortaleza Rock Festival e a divulgação em rádio e TV foi feito para “desmistificar um pouco, tirar o rock ‘n’ roll da marginalidade e fazer um evento com bastante responsabilidade e com foco nas bandas, na música em si”.

“A nossa preocupação é fazer uma festa excelente pra quem tiver curtindo, pra quem tiver trabalhando (nosso staff e técnicos de som) e pras bandas, que eles tenham um bom equipamento para se apresentar e produzir materiais [de áudio e vídeo] a partir do festival. Tem um monte de coisa que vem no ‘pacote Fortaleza’. Não é só uma festa, é uma ideia”, explica Zé.

Escolha das bandas

Quando foram anunciadas as bandas do 6º Fortaleza Rock Festival, houve reclamações de que Deserta (quatro participações), Rock Lords (três), Vlad V (três) e Perpetual Dreams (duas) estariam tirando a oportunidade de outras bandas. A organização afirma que seleciona as atrações pela qualidade de produção do material enviado, pela performance nos shows e pelo engajamento da banda em relação aos eventos que ela participa. Além de cumprir esses critérios, existe uma dívida de gratidão com nomes que se repetem. (escute o áudio abaixo).



Como acontecem muitos festivais de thrash metal e death metal em Santa Catarina, a seleção das bandas busca focar no rock ‘n’ roll, metal e hard rock, “até abrindo um pouco o leque para o hardcore também”, revela Zé.

Hopeless Army completa 10 anos no dia 13 de abril, na mesma semana da estreia
no Fortaleza Rock. Banda lançou dois EPs independentes, mas tem feito poucos shows.

Interessados podem mandar mensagem pela página do Fortaleza Rock Festival no Facebook. Segundo a organização, a lista tem mais de 70 bandas, incluindo muitas que não existem mais. “Muitas bandas da região, do estado, do Sul do Brasil… Tem bastante coisa legal sendo produzida”, afirma Zé. Este ano bandas que não vão participar do festival poderão vender seus produtos dentro do salão. Não será cobrada taxa ou comissão para participar dessa feirinha, chamada de “Rock In Rolo”, mas os potenciais expositores devem comprar ingresso normalmente e se inscrever para que a organização do evento possa distribuir os espaços.

Compartilhe este post nas redes sociais e comente.

Nenhum comentário:

Postar um comentário